skreemr22

Uma das novidades mais alardeadas pelo Google na época em que lançou o Chrome, seu navegador, foi o V8. A sigla dá nome a um sistema que interpreta códigos em linguagem Java, bastante usada em aplicativos para a web, e a promessa era de que o browser permitiria que desenvolvedores criassem programas mais pesados e complexos – o Chrome daria conta de carregá-los rapidamente.

Desde então, foram poucos os aplicativos em Java que realmente impressionaram. Nada que desse a sensação de que o V8 estava realmente fazendo a diferença. Por isso, o Google começou o Chrome Experiments. A ideia é convocar desenvolvedores que façam coisas engraçadas e criativas utilizando linguagem Java. O resultado pode ser conferido aqui.

Abaixo, um vídeo com alguns exemplos.

[Via Google Official Blog]

sxsw

O South by Southwest (mais conhecido como SXSW) é um dos principais eventos musicais deste começo de ano. Quer conhecer os artistas que se apresentarão no festival? Estes três torrents, que somam mais de 6 GB de música, devem ajudar.

São mais de mil arquivos em formato de MP3, para você (que vai ou não para o Texas) conhecer alguns dos artistas desta edição. O SXSW reúne a nata da música alternativa mundial, e é um bom termômetro para conhecer novos nomes emergindo no gosto das pessoas.

Vale lembrar que as músicas disponíveis são legalmente oferecidas para o site do evento pelos artistas. Apesar dos torrents não serem oficiais, as faixas estão disponíveis também para audição gratuita na página do festival.

netbooks

Os rumores em torno de um novo portátil com 10 polegadas da Apple levantam a questão: os netbooks são relevantes para o consumidor brasileiro? O termo, ressuscitado pela indústria de hardwares, é utilizado para definir computadores menores que notebooks. Por suas dimensões reduzidas, o principal foco é manter o usuário conectado fora de casa. E é aí que entra o ponto de interrogação.

Qualquer um que mora em grandes cidades brasileiras sabe do drama que é encontrar Wi-Fi gratuito. Tome São Paulo por exemplo. É difícil achar estabelecimentos ou áreas públicas, mesmo em zonas movimentadas como a Av. Paulista, em que haja conexão sem fio e de graça. Há a cobertura paga de empresas como a Vex, mas isso está longe de bastar.

Um passeio pelas ruas de outras capitais da América Latina, como Santiago e Buenos Aires, mostra que estamos atrasados nessa área em relação aos nossos vizinhos. Em Bs. As., há Wi-Fi até em estações de metrô. Locais que, em São Paulo, mal há sinal para celulares. Pontos turísticos e estabelecimentos argentinos também parecem enxergar nesse tipo de serviço um atrativo extra para seus clientes.

No ano passado, durante as eleições para a prefeitura de São Paulo, a proposta de instalar conexão sem fio gratuita em toda a cidade gerou polêmica. Apesar de alguns céticos dizerem que seria impossível, especialistas afirmaram o contrário. A despeito das discussões, a situação continua a mesma.

Sem Wi-Fi gratuito vale a pena investir em um netbook? Para quem é usuário de conexões tipo 3G (que já estão se consolidando) e quer apostar na mobilidade, a resposta deve ser sim. Mas aqueles que esperam encontrar farta disponibilidade de hot-spots gratuitos (como eu) devem refazer os cálculos. Para essas pessoas, enquanto iniciativa pública e privada não derem um jeito de fornecer conectividade de maneira mais ampla, o termo netbook soará apenas como modismo da indústria.

adap6

Parece ser questão de tempo para que os aparelhos de celular e outros dispositivos eletrônicos passem a ser carregados por meio de indução eletromagnética, ou seja, sem a necessidade de adaptadores plugados em tomadas. A previsão é da revista britânica The Economist (ok, nós vamos parar de pegar conteúdo desta publicação, mas é que era interessante, juro). 

Há até um consórcio de empresas para fazer lobby pela difusão de tecnologias wireless para alimentar celulares e uma espécie de pad (almofada em inglês, aquela superfície que algumas pessoas usam debaixo do mouse) que gera energia. Eu acho que é uma boa, já que eu sempre danifiquei os meus celulares por mau uso dos carregadores…

brain

Difícil se lembrar de todas as pessoas que você segue no Twitter ou se relaciona no Facebook? A barreira está no seu cérebro, sugere artigo da Economist. É o famoso “número de Dunbar”, referência ao pesquisador que, pela primeira vez, estabeleceu um número de cerca de 148 pessoas para o limite social do cérebro humano.

[Via Economist]

mayer

Marissa Mayer, vice-presidente do Google, fala sobre a “infância das buscas na internet”, tendências e futurologia nesta ótima entrevista para Charlie Rose. Ponto para a loura.

[Via TechCrunch]

lixo

Notas interessantes relacionadas a lixo e desperdício ao redor do mundo.

Pesquisas sugerem que a cada quilômetro quadrado de oceano, há uma média de 13 mil pedaços de plástico flutuando.

Em países ricos, o gasto anual com lixo municipal é de cerca de US$ 120 bi.

Em países emergentes, como Brasil e China, a cifra é de cerca de US$ 5 bi anuais.

Apenas 6% de todo o lixo de Madagascar é coletado.

As Nações Unidas estimam que o descarte mundial de produtos eletrônicos chegue a 50 milhões de toneladas anuais.

[Via Economist]

moderat

O techno urbano do Modeselektor se juntou aos timbres sonhadores de Apparat para o lançamento de um dos álbuns mais interessantes deste começo de ano. Moderat sai pela BPitch Control, selo de Ellen Allien, e impressiona por se manter fiel às características dos dois projetos. O amálgama é tão convincente que nem parece que ambos produzem sons tão diferentes quando estão separados. Ouça aqui a prévia de uma das músicas do disco, Rusty Nails, com Sascha Ring nos vocais.

michael1

@cavaca: Fernando Collor, o retorno. Ronalduxo, o retorno. Michael Jackson, o retorno. o q mais falta?

@malkaviankta: O retorno de Michael Jackson terá transmissão pelo Twitter: http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/4673/

@bernardo01: to muito feliz com o retorno do rei michael jackson

@lucianoasantos: Será que o retorno do Michael Jackson vai ser igual ao do Ronaldo? O dono do Pop’s está animadaço

keppler

O cientista alemão Johannes Kepler (1571-1630) é tido por muitos como um dos principais nomes aos quais Newton deveria prestar reverência por seu êxito com a Mecânica Clássica. Outros afirmar que Tycho Brahe, o mais rico dos estudiosos do céu de sua época, tinha inveja de sua capacidade de compreender o universo. Há quem diga que a fama de Galileu obscurece os feitos maiores de Kepler.

Um dos primeiros defensores públicos do sistema copernicano, que tinha o Sol como centro do Universo, ao invés da concepção mais aceita pela Igreja Católica, que rezava (literalmente) pela fé no sistema geocêntrico de Ptolomeu, Kepler é mais conhecido pelas referências em algumas aulas de física do segundo grau, que depois serão, obviamente, esquecidas.

A justiça a Kepler

Mas Kepler é um pouco mais do que isso. Talvez a principal palavra para descrevê-lo deva ser pioneirismo. Entre outras conquistas, o cientista alemão foi o primeiro a determinar as órbitas celestes como elípticas pela influência do Sol, que distorce o trajeto antes tido como circular. Trata-se do marco inicial da astronomia como ciência já que foi a primeira explicação convincente sobre o movimento dos planetas.

Pois Kepler agora é também o nome de uma missão espacial da Agência de Administração Espacial e Aeronáutica norte-americana, mais conhecida como NASA. O objetivo: desvendar planetas com propriedades similares às da Terra. Simples assim, o velho desejo de estabelecer identidades com seres e mundos cosmo afora. Desta vez, Kepler não foi o primeiro. Outros cientistas já receberam a menção honrosa em missões anteriores como Galileu.

O lançamento está previsto para acontecer às 00h49 deste sábado (07/03), no horário de Brasília, na Base de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Durante três anos e meio, a missão Kepler, que consiste em um foguete de lançamento, o Delta II, e em um observatório poderoso para observar o espaço sem obstruções. Sob essas condições, a NASA argumenta que a missão poderá detectar muito mais do que os mais eficientes “olhos” da Terra, como no caso do Hubble. 

A procura por exoplanetas, astros que orbitem fora do Sistema Solar, não é nova. Atualmente, mais de 320 planetas fora do alcance do Sol já foram catalogados. Porém a principal virtude da missão que agora se apresenta é a de fazer uma verificação da frequência em que planetas com características similares às da Terra aparecem no cosmo. Uma distância adequada de uma estrela-mãe, composição rochosa e tamanho comparável ao do Planeta Azul são indícios procurados pelos profssionais da NASA. Quando um desses corpos passar entre as lentes do observatório e uma estrela qualquer, os sensores do Kepler poderão documentar os dados.

pluto

Experimentos sem controle?

A ciência astronômica não é experimental. Não é possível reproduzir as condições de laboratório para testar as hipóteses em astronomia. Tudo o que se descobre é por meio de muita reflexão acerca de dados coletados. Galileu, Brahe, Copérnico e o próprio Kepler são exemplos mais comuns desta postura. Assim como no caso da economia, não é possível fazer um experimento com todo o mundo para verificar a viabilidade das ideias levantadas.

Funciona mais ou menos do mesmo jeito com as missões das agências espaciais. Na verdade, elas são tentativas de se aproximar mais daquele ideal de pesquisa de laboratório. Uma grande empreitada, no caso, um observatório com alta capacidade de detecção (os sensores do telescópio a bordo possuem capacidade de resolução total de 95 megapixels) que varrerá o entorno de 100 mil estrelas similares ao Sol localizadas entre as regiões de Cisne e Lira, na Via Láctea, para coletar indícios de planetas que orbitem entre o aparelho e uma gigante luminosa de gás.

Agora, com o universo como laboratório, os cientistas da NASA buscam, novamente, retirar o foco da Terra e tentar descobrir novos mundos, ainda que sempre à semelhança deste primeiro. Não o fariam sem conhecer as leis de Kepler. Tampouco foram os primeiros a deslocar a visão das pessoas das paisagens do Planeta Azul. Nada mais justa, portanto, a homegagem, já que Kepler, por duas vezes e muitas mais no futuro continuará a ser o primeiro a ter utilizado o céu como seu laboratório, sem condições perfeitas, porém sem limites para pesquisa.