netbooks

Os rumores em torno de um novo portátil com 10 polegadas da Apple levantam a questão: os netbooks são relevantes para o consumidor brasileiro? O termo, ressuscitado pela indústria de hardwares, é utilizado para definir computadores menores que notebooks. Por suas dimensões reduzidas, o principal foco é manter o usuário conectado fora de casa. E é aí que entra o ponto de interrogação.

Qualquer um que mora em grandes cidades brasileiras sabe do drama que é encontrar Wi-Fi gratuito. Tome São Paulo por exemplo. É difícil achar estabelecimentos ou áreas públicas, mesmo em zonas movimentadas como a Av. Paulista, em que haja conexão sem fio e de graça. Há a cobertura paga de empresas como a Vex, mas isso está longe de bastar.

Um passeio pelas ruas de outras capitais da América Latina, como Santiago e Buenos Aires, mostra que estamos atrasados nessa área em relação aos nossos vizinhos. Em Bs. As., há Wi-Fi até em estações de metrô. Locais que, em São Paulo, mal há sinal para celulares. Pontos turísticos e estabelecimentos argentinos também parecem enxergar nesse tipo de serviço um atrativo extra para seus clientes.

No ano passado, durante as eleições para a prefeitura de São Paulo, a proposta de instalar conexão sem fio gratuita em toda a cidade gerou polêmica. Apesar de alguns céticos dizerem que seria impossível, especialistas afirmaram o contrário. A despeito das discussões, a situação continua a mesma.

Sem Wi-Fi gratuito vale a pena investir em um netbook? Para quem é usuário de conexões tipo 3G (que já estão se consolidando) e quer apostar na mobilidade, a resposta deve ser sim. Mas aqueles que esperam encontrar farta disponibilidade de hot-spots gratuitos (como eu) devem refazer os cálculos. Para essas pessoas, enquanto iniciativa pública e privada não derem um jeito de fornecer conectividade de maneira mais ampla, o termo netbook soará apenas como modismo da indústria.

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